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A nossa história


   A verdadeira história da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Barcelos está já publicada no seu livro alusivo aos 125 anos da fundação.

   Mas aqui se evoca os passos mais significativos que lhe deram vida e consistência e homenagear aqueles que mais devotamente serviram o seu ideal é o que se pretende deixar aqui expresso numa resenha histórica despretensiosa, mas elucidativa.

   Com a extinção da Companhia da Bomba, e à semelhança do que acontecia noutras localidades vizinhas, um grupo de cidadãos de Barcelos sentiu a necessidade de criar um corpo de bombeiros permanentes devidamente preparados para combater os fogos. 
    Foi constituída, na noite de 4 de Agosto de 1883 uma comissão instaladora da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Barcelos, na casa de Jerónimo de Carvalho da Silva, na Praceta Rogério Calás de Carvalho, desta Cidade.

   Cinco dias mais tarde, a 9 de Agosto, foram aprovados os Estatutos e nomeados os Corpos Gerentes e os Comandantes do Corpo activo, liderados por Sebastião António Gonçalves de Oliveira, Presidente interino e Comandante, tendo como 2º Comandante António Gonçalves da Cruz. Foi ainda decidido nessa sessão, solicitar à Câmara Municipal de Barcelos o material indispensável para a extinção de incêndios e a aprovação dos Estatutos. Subscritos por 26 ilustres cidadãos de Barcelos, estes estatutos haveriam de ser aprovados pelo Conselho do Distrito em 29 de Janeiro de 1886.

   Em sessão de 19 de Agosto foram propostos cinco novos sócios e informado que a Câmara Municipal se prontificava a conceder todo o material de extinção de incêndios e um subsídio anual a votar no próprio orçamento.

   Criava-se assim, no mês de Agosto de 1883, uma Corporação de Bombeiros que nunca mais pararia de crescer e que instalou o seu quartel, a 6 de Janeiro de 1884, numa casa do Largo Dr. José Novais a qual foi comprada e adaptada em 1897 e que serviria de Sede Social até Outubro de 1980, data em que passa provisoriamente para o novo quartel.

   Sebastião de Oliveira liderou a Corporação no seu início, mas, por motivos de saúde e múltiplos afazeres, pediu a sua exoneração, tendo sido substituído em 11 de Outubro de 1891 por Avelino Aires Duarte, diretor da farmácia do Hospital e professor do ensino básico, que foi empossado no cargo de Comandante e apresentado a toda a Direção e Corpo Activo pelo então 2º Comandante José Luís Pereira de Carvalho. 

   Mas o mais carismático de todos os Comandantes haveria de ser Manuel Pereira Esteves, proprietário e comerciante. Empossado a 12 de Março de 1889, este discípulo de Guilherme Gomes Fernandes infundia respeito e admiração, mantendo-se no comando até 1936, altura em que a Corporação havia já festejado as suas bodas de ouro e Barcelos já se tornara Cidade.

   Jornada gloriosa foi a sua viagem ao Brasil em 1928, donde trouxe avultadas verbas destinadas a equipar devidamente a sua Corporação, tendo tido uma recepção apoteótica à chegada.
   Em 4 de Agosto de 1933, virava-se mais uma página de glória dos Bombeiros Voluntários de Barcelos: as comemorações das suas bodas de ouro; tendo recebido o colar da Torre e Espada no Grau de Oficial.

   Do programa que decorreu durante três dias, a partir de 4 de Agosto, destaque para a sessão solene no Teatro Gil Vicente e o passeio matinal em autocarro ao Concelho de Esposende e ao monte da Franqueira onde foi servido o almoço, seguidos de uma batalha de flores e festival noturno.

   Ao Comandante Esteves, seguiu-se no comando o jornalista e intelectual Artur Roriz Pereira que ocupou o cargo de 24 de Outubro de 1936 a 30 de Junho de 1943.

   Um homem que também marcou a vida da Corporação foi o Comandante Quinta que sucedeu a Artur Roriz e que se manteve no seu posto durante 31 anos. Ao Comandante Manuel Pereira da Quinta Júnior deve-se o início do projeto de construção do novo Quartel sede.

   Mas a concretização desse sonho haveria de dar-se com o Comandante António José de Sousa Costa que assumiu o comando em 2 de Fevereiro de 1974 até 22 de Maio de 1984 data em que teve a sua passagem ao Quadro de Honra da Associação.

   E, em 22 de Maio de 1984, tomou posse como Comandante António Augusto da Silva Costa o qual viria a dar continuidade ao trabalho realizado pelo seu pai, tendo começado por reestruturar o parque de viaturas da Corporação, pois tinha ficado um pouco para trás devido à construção do Quartel.

   Durante o seu comando, festejou-se o Centésimo Aniversário da Corporação e durante quatro dias, a briosa e inexcedível Corporação comemorou condignamente uma existência feita de bem servir a comunidade, realizando o XXVIII Congresso Nacional dos Bombeiros Portugueses. Todos reterão ainda na memória esse dias inesquecíveis com uma série de realizações das quais destacamos várias exposições alusivas aos bombeiros, o cortejo de viaturas antigas e, o momento mais solene, a inauguração e bênção do novo quartel sede. Aspeto a merecer realce foi, ainda, a condecoração pelo Presidente da República, à Corporação de “ Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique “, a 18 de Abril de 1983.

   No dia 22 de Agosto de 2001, o Comandante António Augusto da Silva Costa passou ao Quadro de Honra.

   Presentemente, a Associação é comandada pelo Comandante José Luís de Sousa Ribeiro da Quinta, assumindo o comando a 23 de Agosto de 2001, tendo vindo a introduzir novas dinâmicas, destacando-se a criação de um Corpo Feminino, e do Posto Avançado de Fragoso, com resultados muito positivos, em particular, no campo da saúde.
   Possuidor de muita dedicação, mantém uma enorme força para continuar o caminho de todos os seus antecessores.

   Páginas de glória e algumas vicissitudes têm marcado esta histórica, mais que Centenária, Associação que possui hoje um património invejável e uma ação meritória, ao longo dos anos foi distinguida com as mais altas condecorações por servir a comunidade, designadamente a saber:

  • Portaria de Louvor, em 06 Fevereiro de 1917

  • Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Barcelos, em 04 de Agosto de 1983

  • Ordem Militar da Torre e Espada - Grau Cavaleiro, em 05 Outubro de 1933

  • Instituição de Utilidade Pública (Decreto nº 23394 - D.R. 292, Série I de 22 Dezembro de 1933)

  • Ordem da Benemerência - Grau Comendador, em 14 de Março de 1940

  • Ordem do Infante D. Henrique - Membro Honorário, em 18 de Abril de 1983
  • Medalha de Benfeitor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, em 09 de Julho de 1983
  • Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, em 04 de Agosto de 1983

  • Medalha de Ouro da Associação Comercial de Barcelos, em 04 de Agosto de 1983

  • Ordem de Mérito de Educação e Integração São Paulo, Brasil - Comendador com Grã-Cruz, em 07 de Agosto de 1983

  • Medalha de Mérito Proteção e Socorro, nº 42 - Grau Ouro Distintivo Azul do Ministério da Administração Interna, em 04 de Agosto de 2008
  • Fenix de Honra da Liga dos Bombeiros Portugueses, em 09 de Janeiro de 2011

 


  
O Local da Fundação



Pracete Rogério Calás de Carvalho - Barcelos



O Primeiro Quartel